
Matéria publicada no jornal “Diário do Grande ABC” em 29/08/2010
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Matéria que saiu no portal R7 da Record
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Sair de uma loja com um produto mais barato não depende da sorte, mas de práticas bastante comuns e acessíveis a qualquer um. A arte da pechincha requer só um pouco de capacidade de negociação do cliente e muita pesquisa.
Para Bianca Juliano, assessora de investimentos da XP Educação, o segredo para achar os menores preços é garimpar bastante. Ela diz que a internet facilitou essa etapa porque permite encontrar os maiores e os menores preços de cada produto com poucos cliques.
- Tudo começa com a pesquisa, desde saber as características dos produtos até achar os menores preços. Sempre vale a pena dar uma olhada para saber qual o menor e o maior valor pedido no mercado para aquilo que você quer.
Antonio de Julio, consultor da MoneyFit, afirma que a melhor ferramenta para passar essa etapa são os sites de comparação de preços. Muitos buscam na própria internet o produto e mostram as melhores ofertas.
- Hoje, quando eu procuro comprar um bem, a primeira coisa que vou fazer é pesquisar. Acho que a internet hoje é o local para o consumidor pechinchar. Ela tem um alcance muito grande e pode ser usada para comparar o valor de praticamente qualquer coisa.
Fóruns facilitam
Uma das dicas práticas de como usar a web a seu favor é abusar dos fóruns. Em qualquer buscador (Google, Bing, Yahoo, entre outros) é possível encontrar um tipo de sala de bate-papo com quem possa responder às dúvidas de consumo – das complexas às mais básicas, como “é melhor uma TV de LCD ou uma de LED?”.
- Os fóruns de internet funcionam como um bate-papo com alguém que manja mais do que você sobre aquele produto que você procura.
Ele diz que as pessoas que acessam esses sites trocam experiências com outros usuários e ainda podem te mostrar o caminho de onde comprar o que você quer em condições melhores.
Se você não vai comprar na rede, adquira o hábito de imprimir a página do site em que você viu uma oferta. Ela, normalmente, é aceita nas lojas como comprovante de “preço a ser coberto”.
Controle e negociação
Mas a arte de conseguir algo mais barato não se resume a isso. Tão importante quanto negociar descontos na compra à vista ou tentar diminuir o valor da parcela na venda a prazo é saber organizar seu orçamento. Bianca Juliano afirma que a pessoa consegue ter um bom controle financeiro e pode até aproveitar os momentos de liquidação das lojas ou ser fisgado pelas promoções-relâmpago.
- É bom ficar de olho ao momento em que as lojas estão buscando mais vendas. Isso normalmente ocorre no fim do mês, quando o salário do consumidor está mais comprometido. Para não perderem vendas, as lojas fazem um esforço para atrair o cliente e concedem descontos. Quem tem uma compra razoavelmente planejada, consegue deixar o dinheiro guardado e esperar esse período do mês para negociar mais na loja.
Negociar e resistir ao impulso de uma compra no ato também são lições a serem aprendidas. Os especialistas dizem que não é só a compra desnecessária que pode afetar o bolso. Muitas vezes, quem não pesquisa acaba encontrando o mesmo produto por um valor menor – e se frustra por ter perdido dinheiro.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mantém um portal com dicas de consumo consciente (www.meubolsoemdia.com.br) para quem quer saber como trabalhar em parceria com o próprio dinheiro.
Segundo Fábio Moraes, diretor de educação financeira da Febraban, nem sempre quando o preço do produto que você precisa cai é uma boa hora para comprá-lo. Ele diz que o consumidor tem de avaliar a necessidade dessa aquisição e a prioridade desse bem.
- Essa questão de promoções que você não pode perder é roubada. Existe uma real necessidade? Se sim, questione se ele cabe no orçamento. Além disso, ele é prioridade? E aí tem que colocar as contas na ponta do lápis, não para impedir o consumo, mas para garantir um consumo futuro sem interrupções ou endividamento