Matéria na radio Jovem no dia 15/02/2012
No Jornal de Serviços, publicado pro Bruna Gavioli
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Mais um carnaval está chegando. Mais um período de festas, desfiles, 4 dias de "descanso" (muita gente vai dar duro trabalhando) e claro, alguma música "chiclete" que vai tocar a cada 5 minutos nas rádios ou nos programas de TV. Mas mesmo com esses aparelhos desligados, não se preocupe. Um a cada entre três carros que estiverem nas ruas vão lhe lembrar desse sucesso. Eu até gosto do carnaval, mas infelizmente, parece que o Brasil só "engata a segunda" depois dessa época.
Voltando ao assunto, são 4 dias (oficiais, fora os carnavais fora de época) de muita folia, roupas leves, muita animação e é necessário ter muitos cuidados com o bolso, para evitar uma "ressaca financeira" na quarta-feira de cinzas. Seguem algumas dicas para os pierrôs e colombinas.
1) Se for viajar, procure saber bem o lugar onde vai ficar para evitar problemas como a falta de bancos para sacar dinheiro, supermercados, se os estabelecimentos aceitam cartão de crédito ou débito. Toda informação é bem-vinda para evitar aborrecimentos.
2) Se for ficar em hotel ou pousada, veja se oferecem serviços de guarda-volumes e cofres nos quartos, mas mesmo assim, procure levar malas com cadeado.
3) Não confie em caixas eletrônicos em épocas de folia. Muitos podem estar com problemas de abastecimento ou até mesmo desligados para evitar atos de vandalismo. Leve o dinheiro "de casa", mas um lugar seguro para guardá-lo onde ficar hospedado. Vale mais ainda o conselho da mala com cadeado.
4) Faça uma relação de roupas que está levando e confira, se for possível, todos os dias. Muitos grandes furtos começam com pequenas ações, para verificar o grau de atenção do folião.
5) Evite "dar bandeira" ao sair para festejar na rua. Evite grandes volumes, mesmo que não sejam de dinheiro, que possam chamar a atenção. Leve um documento, de preferência, em um bolso separado com botão ou zíper, o qual você tenha a certeza que não vai mexer, apenas em caso de emergência. Muitas pessoas perdem documentos por guardá-los junto com o dinheiro. Na hora de comprar alguma coisa, ele cai no chão sem perceber.
6) Cuidado com as clonagens de cartões. Procure guardar todos os comprovantes de compras, e assim que voltar para sua casa, puxe um extrato da sua conta para comprovar os gastos realizados. Procure ir com apenas um cartão e concentre suas compras nele. Preste bastante atenção na hora de digitar suas senhas.
7) Faça um planejamento antes de viajar. Lembre-se que as contas estão lhe esperando na volta do feriado, de braços abertos.
8) Leve os números do cartão de crédito e de débito em separados, assim como o telefone das administradoras. Deu por falta do cartão, cancele ele na hora. Se depois achar em algum canto, paciência. Basta apenas pedir outro para a administradora.
9) Evite ajuda de estranhos, principalmente em caixas eletrônicos ou mesmo na rua. Parece tolice um conselho desses, mas na hora da animação surgem muitos "camaradas" que pode lhe dar dor de cabeça depois.
10) Se você gosta daquele relógio, daquela correntinha que tem um significado especial para você, faça um favor e deixe eles em casa. Se houver perdas com roubos no carnaval, que sejam os menores possíveis.
11) Não ande com todas as fontes de dinheiro em um único lugar. Procure diversificar.
12) Se for levar o celular, que tal um modelo mais simples, que não chame a atenção?
13) Cuide-se, descanse, brinque.
Matéria publicada no Portal Infomoney em 10/02/2012
Por: Diego Lazzaris Borges
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SÃO PAULO – O número de OPAs (Ofertas Públicas de Aquisições) realizadas em 2011 dobrou na comparação com o ano anterior, segundo dados da BM&FBovespa.
Em 2010, três empresas efetuaram este tipo de oferta e, posteriormente, tiveram seus registros de companhias abertas cancelados na BM&FBovespa. No ano passado, foram seis companhias que realizaram OPAs e deixaram de ser listadas na bolsa paulista.
Só este ano, já estão previstas mais duas OPAs: uma é a da Confab, depois que a Tenaris, sua acionista controladora, anunciou a intenção de comprar as ações do free float (em circulação no mercado) para fechar o capital da companhia. A outra é da Redecard, anunciada pelo Itaú Unibanco (acionista controlador da empresa) na última terça-feira (7).
O que o investidor deve fazer
De acordo com especialistas, para os investidores que possuem ações da empresa que anunciou a OPA, o melhor a ser feito é participar da oferta e vender seus papéis pelo preço ofertado. “Não vale a pena ficar com as ações de uma empresa de capital fechado”, afirma o especialista em finanças da MoneyFit, André Massaro.
Entretanto, nem sempre o preço proposto pela controladora agrada a todos os investidores. No ano passado, após a Folhapar, acionista controladora do UOL,anunciar a OPA das ações do portal de internet, alguns gestores de fundos de investimentos (que detinham mais de 70% das ações em circulação) enviaram uma carta para a controladora, contestando o valor proposto pela ação, inicialmente de R$ 17.
Dois meses depois, a Folhapar anunciou um novo preço para aquisição dos papéis, de R$ 19. “O investidor pode até se organizar e se manifestar coletivamente contra o preço da oferta, por exemplo, mas o ideal é participar desta oferta”, afirma. “Depois disso, ele vai ter sérios problemas com a liquidez do papel”, alerta.
Por que as empresas fecham o capital?
Existem diversos motivos para uma empresa ter seu capital fechado e eles giram sempre em torno do interesse dos controladores. No caso do Itaú Unibanco, que anunciou a OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações de sua controlada, a Redecard, a alegação foi de que isso reduziria os conflitos de interesse entre as emissões de cartões do banco e os serviços oferecidos pela operadora da rede.
Este foi o motivo do Itaú Unibanco, mas existem outras razões que podem levar uma companhia a recomprar as ações do free float. “Um deles é o fato do controlador achar que as ações estão muito baratas ou com muito pouca liquidez, por exemplo”, afirma o gerente-geral do INI (Instituto Nacional de Investidores), Paulo Portinho.
Ele lembra que existe uma série de custos para manter uma empresa com capital aberto, que pode não valer a pena, caso as ações não tenham o desempenho esperado. “A empresa gasta muito para manter uma área de RI (Relações com Investidores), para fazer e divulgar os balanços trimestrais e prestar toda a informação exigida pelo mercado” aponta.
Matéria publicada no Portal EXAME em 10/02/2012
Por: Julia Witgen
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Como reconhecer um profissional mal intencionado ou despreparado
São Paulo – Investir com ajuda personalizada e profissional pode ser uma boa saída para quem não tem muito tempo de cuidar do próprio dinheiro, especialmente em épocas de mercados mais incertos e voláteis. Mas antes de escolher aquele que vai aconselhar onde você vai pôr seu dinheiro, é bom ficar atento para os sinais que indicam que, ali, pode haver um picareta – um sujeito sem as qualificações necessárias e até mal intencionado, que pode prejudicar o investidor em prol dos próprios interesses. Saiba como reconhecer a partir de cinco sinais:
1. O profissional não é habilitado:
Todo profissional da área de investimentos que dá recomendações para seus clientes deve ser registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou como consultor de investimentos – aquele que recomenda aplicações – ou como administrador de carteiras – aquele que pode não só recomendar como mexer no dinheiro do cliente sem prévia consulta.
O registro na CVM pode ser verificado na seção “Participantes do mercado”, no pé da home page do órgão. Caso o profissional se apresente como consultor ou administrador de carteiras e não tenha registro, dispense-o.
Também existe a figura do planejador financeiro, que apenas planeja finanças, mas sem fazer recomendação direta de ativos. A certificação, nesse caso, não é obrigatória, mas também existe. Trata-se do CFP, concedido no Brasil pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCP). A checagem do registro pode ser feita pelo site da instituição.
2. O profissional faz promessas de rentabilidade:
O picareta aparece com um método infalível de obter uma rentabilidade mínima determinada, ignorando que, de fato, ninguém tem o poder de prever o futuro. Normalmente o sujeito diz ter desenvolvido um sistema com rentabilidade garantida, tentando fazer o investidor crer que só poderá atingir o objetivo se utilizar de seus serviços.
3. O profissional não deixa claro como é remunerado:
Existem dois tipos de assessores de finanças e investimentos: os independentes e os não independentes. Os primeiros recebem diretamente do cliente, sem manter relacionamento com qualquer instituição financeira. Os segundos estão vinculados a uma instituição, que os remunera.
Esse vínculo por si só – verificado no caso dos gerentes de banco e agentes autônomos – não é um sinal de picaretagem. A cilada se dá quando esse conflito de interesses não está claro. Profissionais que se recusam a dar detalhes sobre como são remunerados devem acender o sinal de alerta do investidor.
Um agente autônomo, por exemplo, não só não pode recomendar investimentos como é um representante de uma corretora, devendo ser remunerado exclusivamente pela empresa. Se ele quiser cobrar “por fora” para dar uma consultoria, fuja. Até porque ele não está habilitado e certificado para essa função.
4. O profissional cria uma sensação de urgência ou de exclusividade:
Desconfie se o profissional quiser apressar sua decisão de investimentos ou se disser que só é possível aplicar em determinado produto se for por meio dele. “O sujeito faz isso para criar aquela sensação de que é uma oportunidade única, e para desarmar o pensamento crítico do investidor”, diz o especialista em finanças da consultoria Money Fit, André Massaro.
Ao fazer isso, o picareta pode ter a intenção de levar o cliente a investir uma quantia maior do que investiria normalmente, caso seja remunerado de forma proporcional ao volume. Ou então, caso receba um percentual da corretagem, fazer o cliente movimentar uma grande soma de um ativo para o outro. Ou de algumas aplicações para um único ativo.
5. O profissional parece focado em apenas um tipo de investimento:
Estar focado apenas em ações ou em fundos, por exemplo, não necessariamente é sinal de picaretagem, mas certamente é um mau sinal. Na melhor das hipóteses, indica despreparo do profissional.
“Mostra que ele não tem visão ampla. Como diz o ditado, quando tudo que você tem na mão é um martelo, todo problema para você é um prego”, diz Massaro. Ou seja, o profissional vai tentar adequar todo e qualquer objetivo do investidor àquilo que é sua “especialidade”, ignorando o perfil do cliente e do objetivo em si.
Artigo publicado no blog “Você e o Dinheiro” do Portal EXAME em 13/02/2012
Por: André Massaro
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“Quem nunca pecou que atire a primeira pedra”. Eu tenho lá minha lista de pecados (e ela não é pequena). E, pior que isso, algumas vezes eu cometo exatamente aqueles pecados que eu costumo apontar aqui neste blog.
Comprar (seja lá o que for) por impulso é um dos maiores pecados financeiros que alguém pode cometer. Eu, mero mortal que está muito longe da perfeição tenho, por exemplo, um “fraco” por livros. Sou um leitor compulsivo. Não vou falar aqui quantos livros leio por mês (até para não parecer presunçoso), mas posso garantir que estou significativamente acima da média brasileira (que hoje está um pouco abaixo de cinco livros por ano), mas ainda assim minha compulsão por COMPRAR livros é muito mais forte que a compulsão por LER, e tenho alguns armários em casa abarrotados de livros que não foram lidos, e que me causam uma sensação de culpa imensa.
Há muito anos, eu era aquele sujeito que entrava numa livraria, ficava horas folheando um monte de coisas e saía de lá carregado com mais alguns quilos de papel. Eu costumava brincar dizendo que meu bichinho de estimação era um ácaro do tamanho de um chihuahua.
Depois “descobri” a internet e a facilidade de comprar livros no exterior. Livros são muito mais baratos fora do Brasil e, para melhorar, não pagamos imposto de importação. Isso foi nos “primórdios” da internet, quando a Amazon ainda era não mais que uma piada. Eu recebia os catálogos da Barnes & Noble impressos em casa, via correio, e os usava para fazer minha “lista de compras”.
Leia o restante do artigo no Portal EXAME.